M. C. Escher - Animal Kingdom
O InfinitLoop esteve em crise por alguns meses.
Peço desculpas aos fãs ou fiéis visitantes anônimos por isso ter acontecido.
Foi preciso.
Manter x Deletar - foi o duelo interior instalado por uma simples frase disparada à queima-roupa contra a minha pessoa, exatamente assim:
- Já reparou que o infinito não é lugar algum? E que os loops que você
dá são voltas e voltas que te levam a lugar nenhum? Essa é a razão que nada
parece progredir na sua vida.
Bastou.
O que era feito de maneira despretensiosa, agora parecia intencional. O que era um escape, passou a ser uma âncora. O que era um prazer, virou incômodo.
Hoje, em um flashback, reli TODOS os posts desse blog, desde a sua criação, em 2001. Ri, lembrei, revivi sentimentos e passagens que formam uma história. Todos as entradas expressam vivências, experiências, preferências e alguns dos meus pensamentos (por mais non-sense que tenham sido, eu não tive -nem tenho- medo de ser ridiculamente feliz e escrevi mesmo).
Relendo eu percebi o nível de complexidade em que se apóia o meu pensamento. Assunto recorrente em tudo que tenho lido. Ele, o pensamento complexo. Mas eu não tinha noção disso. Não tinha noção porque não sabia, não tinha o conhecimento sobre a complexidade, sobre o que significa ser complexo, pensar complexo. Hoje sei que nome tem o jeito que eu penso. E como sou complexa. Aliás, o ser humano é complexo.
Edgar Morin, o arquiteto da complexidade "entende o ser humano como um ser complexo, capaz de se auto-organizar e de estabelecer relações com o outro, e é nessa relação de alteridade que o sujeito encontra a autotranscendência, superando-se, interferindo e modificando o seu meio num processo de auto-eco-organização a partir de sua dimensão ética que reflete seus valores, escolhas e percepções do mundo".
Sempre me permiti andar em círculos, espirais, helicoidais; sempre quis pegar o atalho (mesmo que fosse mais longe) porque queria ver o novo; quis descobrir de qual lado se tem a melhor visão. E eu quero saber, pela visão do outro, tudo o que não fui capaz de captar sozinha. Meu mais constante discurso foi "eu penso que acho que imagino que tenho absoluta certeza que estou em absoluta dúvida" porque é assim mesmo.
Segundo Einsten, nada é absoluto, tudo é relativo. Nada é absoluto pois tudo está relacionado.
É nisso que tenho trabalhado atualmente. Nas coisas interligadas, nas pessoas interdependentes, definindo a grande teia. No pensamento complexo, tento "ser a mudança que eu quero ver no mundo" como agiu Ghandi. É um longo e homeopático aprendizado. Erros e acertos convivem e se toleram sem preconceitos.
Por bem dizer, a tolerância.
Tolerar para superar as diferenças (e os julgamentos). Você já exerceu hoje?
Longe de mim pregação de ideologias, fanatismo e o escambau. Cada um que se liberte como conseguir. Se algo que eu disse trouxer alguma luz, bom proveito. Se não, esadof.
É na minha vida que eu permito que todas as minhas ambiguidades entrem em controvérsia e se contradigam transdisciplinarmente objetiva ou subjetivamente.
O InfinitLoop continua do jeito que é. Um suporte ao pensamento complexo.
Em tempos de quebra de paradigma, mudança de pensamento, conscientização, discurso diferenciado, o texto abaixo explica de maneira simples (nesse caso, não-complexa mesmo) como funciona cada modelo.