29.3.06

~E S P A Ç O~

Boa viagem, Marcos.
Sucesso na missão.
Um ótimo regresso.

28.3.06

~MOACIR CAETANO~

Minha alma já se quebrou várias vezes...
e até mesmo os cacos, vezes várias ainda se despedaçaram...
Algumas partes, pó apenas...
Mas ainda estas brilham... desafiando a sua estatura pouca!
Diria eu que são estas as que brilham mais!
Dividem-se em milhares de pequenos brilhos,
captando aqui e ali um minúsculo fragmento de cada raio de sol,
que assim não se pode escapar!
Enquanto os cacos grandes, coitados,
são convexos ou côncavos,
e não podem capturar a luz em sua totalidade!
São plenos de braços e desejos, meus pequeninos cacos!
Moacir Caetano

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Eu já me quebrei várias vezes em milhares de cacos.
Depois catei tudo e fiz um lindo mosaico.
;o)
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26.3.06

~GENTILEZAS~

Todo mundo gosta de ser premiado com gentilezas.
Há seis anos, dando buscas no meu sobrenome no Google, encontrei uma pessoa lá na Letônia com um sobrenome igual e mandei um mail dizendo que éramos poucos aqui no Brasil e perguntando se esse sobrenome era comum por lá, pois talvez tivéssemos os mesmos antepassados, blablabla... Na época, durante um mês mais ou menos, trocamos umas correspondências e depois tantas coisas aconteceram que perdemos contato.
Essa semana, recebo um mail dessa pessoa tentando me encontrar há algum tempo já, mas como troquei provedor, computador e várias formatações, perdi o contato mesmo. Mas o que importa é o teor da carta que ele mandou. Não só meu e-mail original anexado, sinal que ele guardou durante todo esse tempo, como um arquivo contendo muito da história dos meus bisavós. Nomes, nomes de solteiros, trajetos que fizeram na Letônia, fugidos da guerra, antes de chegar ao Brasil, perto de 1909, nomes dos irmãos do meu avô e mais um monte de informação que não sou capaz de ler pois está tudo em leto. Ainda estou aprendendo essa língua, mas só sei xingar, por enquanto.
A alegria do meu pai ao receber essa carta que imprimi pra ele, é indescritível. Qua chorou.
Ainda preciso saber se temos mesmo algum parentesco com essa pessoa na Letônia.
Mas só esse ato de gentileza de pesquisar isso lá sabe Deus onde, já posso dizer que é como um primo-irmão pra mim.

Paldiers, Girts Priedols!

20.3.06

~LIFE ON MARS~

Quantas coisas o coração
Não consegue compreender
E a mente não faz questão
E nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Teu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars
Seu Jorge
Composição: David Bowie (trad. Seu Jorge)

14.3.06

~PROCURA-SE~

- SORRISO -

Mas tem que ser o sorriso que dói as bochechas, faz curvinha na orelha e atrofia os músculos. O sorriso que alimenta o ego, ilumina a alma e reafirma a certeza. Nenhum outro que não seja aquele espontâneo, que se manifesta por instinto e sem constrangimento algum. De preferência que ele venha acompanhado de boa disposição para ficar instalado por algumas horas, mesmo que isso ocasione feições abobalhadas, taralhoucas, parvas ou toscas.

Recompensa-se bem.
Com vários sorrisos.

;o)

13.3.06

~FRUSTRAÇÃO~

Foi isso que senti quando saí da Bienal do Livro.
Tantos livros que eu queria comprar.
Mas não tinha dinheiro.
Ó céus. Ó megasena.
E os livros da Taschen?
Só queria TODOS!

Pobibetinha.... titi da pobilili irmã da pobilolô amiga da pobinine
;o(

~VOLUNTARIADO~

Não foi fácil. Mas também não foi difícil.
Chegar em uma instituição com 60 crianças esperando por você, pelo seu abraço e por um pouco de atenção.
Mal a van estacionou, já se instalou o furdúncio dentro do carro. Crianças e mais crianças descendo as escadas gritando. Felizes da vida porque nós estávamos ali para elas.
Tudo foi ótimo. Conhecê-las, ajudá-las nas atividades, abraçar muito aquelas pessoinhas tão sofridas. Cada um tem uma história. Triste. Sofrida. São crianças abandonadas, abusadas, órfãs. Mas quando a gente pega uma no colo, não é nada disso que vem à cabeça. Se bem que fomos advertidas pra não pegar muito no colo pois são 60 crianças que virão te pedir colo. Elas disputam a sua atenção. Querem exclusividade. Como? Éramos 13 ou 14 voluntários pra todas elas. E deu tudo tão certo. Pulei amarelinha, vi desenho em nuvens, catei pedrinhas, brinquei de pega-pega. E nem morri. ;o) Pelo contrário. Achei que duas horinhas semanais com elas era pouquíssimo tempo. Que nada! Ao final da primeira hora, já tava com a língua de fora, pedindo água e os bichinhos continuavam no pique. E quando acabou, fomos embora. Mas por dentro, eu tava com um sorriso de satisfação de ter feito alguma coisa por elas. Não sei dizer o quê. Pra mim, nunca faltou nada. Sempre tive tudo. Mas o tempo que doei pra elas, espero que reflita em algum momento nos seus futuros tão incertos. Preciso aprender muita coisa ainda. Psicologia infantil é muito necessária. Não sei lidar muito bem com temperamentos mutantes, ou com chantagens infantis. Os adultos é que costumam chantagear as crianças. Tenho certeza que vou aprender. Só não vou aprender, e nem quero, a lidar com a mentira. Preciso arrumar uma boa psicologia pra desmascarar isso. E como elas mentem. Talvez pra se preservarem, talvez pra nos testarem. Talvez seja a índole, mesmo. Mas vou conseguir saber discernir cada situação.
Vejo os rostos das crianças. É lógico que já tenho minhas xodós. Não posso me apegar, mas quem consegue? E hoje ainda é segunda-feira. Ainda bem que sábado tem mais. Já tou querendo a segunda dose.

10.3.06

~MINHA CASA~

Zeca Balero

É mais fácil cultuar os mortos que os vivos
mais fácil viver de sombras que de sóis
é mais fácil mimeografar o passado
que imprimir o futuro
não quero ser triste
como o poeta que envelhece
lendo maiakóvski na loja de conveniência
não quero ser alegre
como o cão que sai a passear com o seu dono alegre
sob o sol de domingo
nem quero ser estanque
como quem constrói estradas e não anda
quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas
amoras silvestres no passeio público
amores secretos debaixo dos guarda-chuvas
tempestades que não param
pára-raios quem não tem
mesmo que não venha o trem
não posso parar
veja o mundo passar como passa
uma escola de samba que atravessa
pergunto onde estão teus tamborins
sentado na porta de minha casa
a mesma e única casa
a casa onde eu sempre morei

6.3.06

Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.
Benjamin Franklin
diplomata, cientista, inventor, filósofo, educador, político

4.3.06

~PROJETO CRIANÇA SORRISO~



Vamos vestir essa camisa?
A Helô e eu já aderimos.

Mora em São Paulo?
Quer ser voluntário?
Pesquise no www.voluntariado.org.br
Ou www.portaldovoluntario.org.br

~SÂO THOMÉ DAS LETRAS~

Um Carnaval diferente

Pulei muito dentro do carro nos 20 quilometros de estrada de terra que tínhamos que percorrer para chegar à fazenda onde estávamos hospedados. Uns bebem. Uns cheiram. Mas eu engoli pó atrás dos carros na estrada. A música era incessante. Grilos, Cigarras, Ararinhas não paravam. Pedras e mais pedras (ou rochas, como preferem os geólogos) eram nossos confetes. Juntamos muitas. Os blocos eram os mais variados. Os Zens, os Doidões, os Bebuns, os Paz&Amor, os Tchaptchuras, os NemAí. Todos juntos levaram nota 10 no quesito Harmonia. Foi tudo muito bom. Eu que sou estressada por natureza, consegui me adaptar a tudo. E quero voltar. Algum dia. Ficou faltando uma coisa muito importante. Fui lá e não vi. Nenhum ET brincou no nosso quintal. Preciso ver para crer.

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Pérolas de viagem

- Vó, aqui é tudo liberado.
- QUEM LIBEROU?

- Não jogue bituca de cigarro pela janela.
- Por que não? Tá cheio de bituca de maconha por aí.
- Onde é que você já viu bituca de maconha?

- Por favor, façam silêncio durante o jantar.
- Vou ter que comer em silêncio?
- Sim. E não faça barulho quando mastigar as torradas.

- Ai que delícia! Frase proferida por um hippie depois da minha irmã dar um encontrão e um pisão no pé do pobre.

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E que fique registrado:
pela primeira vez na minha vida eu entrei de cabeça embaixo de uma cachoeira gelada.