6.11.07

Os que fazem muito barulho quando vivem repousam depois da sua morte em tanto silêncio como os que não o fizeram.
Jonathan Edwards

29.10.07

~RUMO AO SUCESSO~

Concurso RUMOS do ITAÚ CULTURAL

O Rumos Música 2007-2009 mantém a finalidade do programa de mapeamento e difusão de talentos na área da música em todas as regiões do Brasil, contribuindo para seu amadurecimento e articulação no cenário cultural brasileiro. Seleção de 50 novos talentos.


O artista ou grupo selecionado ganhará:
– Participação em apresentação a ser promovida pelo Itaú Cultural para a divulgação dos trabalhos, com
gravação em áudio e vídeo, em data e local a serem determinados;
– Inclusão das duas músicas em uma coletânea de CDs – Rumos Itaú Cultural Música – lançada pelo
Itaú Cultural e enviada gratuitamente para instituições culturais e educacionais, parceiros do Itaú
Cultural, emissoras de rádio e demais veículos de comunicação, no Brasil e no exterior;
– Divulgação das apresentações e entrevistas com os selecionados em coletânea de DVDs, a ser
produzida pelo Itaú Cultural;
– Publicação, no site do Itaú Cultural, dos currículos resumidos e de seus contatos, em português,
espanhol, inglês e francês, conforme dados da ficha de inscrição;
– Divulgação das duas músicas selecionadas no site www.itaucultural.org.br;
– Possibilidade de difusão das gravações, em áudio e/ou vídeo, em emissoras de rádio, TVs e outras
mídias no Brasil e no exterior; e
– Doação de uma coleção de dez livros sobre cultura brasileira, com títulos selecionados pelo Itaú Cultural.

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Entre os mais de 2200 concorrentes, adivinhem quem foi um dos selecionados pra gravar CD, assinar seu nome na cultura desse país etc. e tal?



O DUO PRIEDOLS-KACELNIK, mais uma vez.



Parabéns, fiinho da titchia!

E a tia continua a babar...




28.10.07

~REGRA TRÊS~

Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais
Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar
Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai
Mas deixa a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo
Que vai chorar
Toquinho e Vinícius de Moraes

7.10.07

Onde tudo começa?
No branco ou no preto?
Em que letra do alfabeto?
O astronauta procura nas estrelas;
A musa, na maré triste.
Eu, que amo as manhãs
Sem entendê-las,
Creio que tudo começa
Onde nada existe.
Poema de Claufe Rodrigues

3.10.07

~V DE VITÓRIA~


366 dias livre do vício de fumar.

21.8.07

~INDIZÍVEL~

aquilo que
nega e afirma
excita e acalma
cria e destrói
machuca e não dói

que é
perto e remoto
dentro e envolto
áspero e ameno
vazio e pleno

que
confia e duvida
sabe e desconhece
existe e insiste
tenta e desiste

25.7.07

~VOCÊ SABIA?~

Retângulo é todo polígono que tem 4 ângulos de 90 graus.

Quadrado é todo polígono que tem 4 ângulos de 90 graus e 4 lados iguais.

Logo, todo quadrado é retângulo, mas nem todo retângulo é quadrado.





e mais...




Como um quadrado 8x8 (64 unidades) pode ser cortado em pedaços que podem ser rearranjados e formar um retângulo 5x13 (65 unidades)?


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Você sabe?
Nem eu.
Tente aqui.
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26.6.07

~A SUA~

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais

Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem

Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais

Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem

Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Marisa Monte

22.6.07

O tempo engana aqueles que pensam
Que sabem demais,
que juram que pensam...

Existem também
aqueles que juram
sem saber

20.6.07



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Eu tinha prometido pra mim mesma não ser tão insegura em certos assuntos.
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Mas também tinha prometido não fazer mais promessas.

7.6.07

~CORUJICE~

Não adianta só ser tia.
Tem que ser babona também!

DUO
PRIEDOLS KACELNIK


Para ouvir Jongo e outras...
http://www.myspace.com/duopriedolskacelnik

Para ver e ouvir o Jongo
http://www.youtube.com/watch?v=cWTjbm9UR6s

4.6.07

~MAS SÓ CHOVE~


Da lojinha do MOMA. Pre ci so!


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Se você não entende...
não vê.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

30.5.07


M. C. Escher - Animal Kingdom


O InfinitLoop esteve em crise por alguns meses.
Peço desculpas aos fãs ou fiéis visitantes anônimos por isso ter acontecido.
Foi preciso.

Manter x Deletar - foi o duelo interior instalado por uma simples frase disparada à queima-roupa contra a minha pessoa, exatamente assim:
- Já reparou que o infinito não é lugar algum? E que os loops que você
dá são voltas e voltas que te levam a lugar nenhum? Essa é a razão que nada
parece progredir na sua vida.


Bastou.
O que era feito de maneira despretensiosa, agora parecia intencional. O que era um escape, passou a ser uma âncora. O que era um prazer, virou incômodo.

Hoje, em um flashback, reli TODOS os posts desse blog, desde a sua criação, em 2001. Ri, lembrei, revivi sentimentos e passagens que formam uma história. Todos as entradas expressam vivências, experiências, preferências e alguns dos meus pensamentos (por mais non-sense que tenham sido, eu não tive -nem tenho- medo de ser ridiculamente feliz e escrevi mesmo).
Relendo eu percebi o nível de complexidade em que se apóia o meu pensamento. Assunto recorrente em tudo que tenho lido. Ele, o pensamento complexo. Mas eu não tinha noção disso. Não tinha noção porque não sabia, não tinha o conhecimento sobre a complexidade, sobre o que significa ser complexo, pensar complexo. Hoje sei que nome tem o jeito que eu penso. E como sou complexa. Aliás, o ser humano é complexo.

Edgar Morin, o arquiteto da complexidade "entende o ser humano como um ser complexo, capaz de se auto-organizar e de estabelecer relações com o outro, e é nessa relação de alteridade que o sujeito encontra a autotranscendência, superando-se, interferindo e modificando o seu meio num processo de auto-eco-organização a partir de sua dimensão ética que reflete seus valores, escolhas e percepções do mundo".

Sempre me permiti andar em círculos, espirais, helicoidais; sempre quis pegar o atalho (mesmo que fosse mais longe) porque queria ver o novo; quis descobrir de qual lado se tem a melhor visão. E eu quero saber, pela visão do outro, tudo o que não fui capaz de captar sozinha. Meu mais constante discurso foi "eu penso que acho que imagino que tenho absoluta certeza que estou em absoluta dúvida" porque é assim mesmo.
Segundo Einsten, nada é absoluto, tudo é relativo. Nada é absoluto pois tudo está relacionado.

É nisso que tenho trabalhado atualmente. Nas coisas interligadas, nas pessoas interdependentes, definindo a grande teia. No pensamento complexo, tento "ser a mudança que eu quero ver no mundo" como agiu Ghandi. É um longo e homeopático aprendizado. Erros e acertos convivem e se toleram sem preconceitos.

Por bem dizer, a tolerância.
Tolerar para superar as diferenças (e os julgamentos). Você já exerceu hoje?

Longe de mim pregação de ideologias, fanatismo e o escambau. Cada um que se liberte como conseguir. Se algo que eu disse trouxer alguma luz, bom proveito. Se não, esadof.

É na minha vida que eu permito que todas as minhas ambiguidades entrem em controvérsia e se contradigam transdisciplinarmente objetiva ou subjetivamente.

O InfinitLoop continua do jeito que é. Um suporte ao pensamento complexo.



Em tempos de quebra de paradigma, mudança de pensamento, conscientização, discurso diferenciado, o texto abaixo explica de maneira simples (nesse caso, não-complexa mesmo) como funciona cada modelo.

~MENTES SIMPLES E COMPLEXAS~

A mente simples é retilínea, plana.
A mente complexa é curva, elíptica.

A mente simples acredita que somando dois com dois vai chegar ao quatro.
A mente complexa sabe que somando dois com três pode chegar a vários resultados, até mesmo, eventualmente, ao quatro.

A mente simples afirma que a linha reta é a menor distância entre dois pontos.
A mente complexa sabe que o universo é curvo e que, portanto, a curva pode também ser a menor distância entre dois pontos.

A mente simples acredita que o que não é branco é preto.
A mente complexa sabe que existe um espectro de cores e é com essa palheta que se chega ao arco-íris.

A mente simples diz furiosa: olho por olho, dente por dente.
A mente complexa pondera como Gandhi, e sabe que dizendo olho por olho acabaremos todos cegos e desdentados.

Lembram-se de quando dividíamos o mundo em esquerda e direita?
Hitler não era de direita nem Stalin de esquerda.

Hitler e Stalin eram mentes perversamente simples.
A mente simples não vê matizes.

É o bem contra o mal, o certo contra o errado, o Ocidente versus Oriente.
O terrorista tem uma mente terrivelmente simples.

O pacifista, até o pacifista, pode ter uma mente desarmadamente simples.
A arte não é uma coisa simples, embora alguns a simplifiquem em receitas, objetos de consumo e marketing.

Bruneleschi e Alberti, que descobriram a perspectiva no Renascimento, não tinham uma mente simples. Goya não tinha uma mente simples. Clarice não tinha uma mente simples. Nem Guimarães Rosa. Bach era simplesmente complexo.

A mente complexa é a que está sempre aberta para novas dimensões. Newton percebeu dimensões novas no universo. Einstein agregou a quarta dimensão. E agora Stephen Hawking nos anuncia que há pelo menos 21 dimensões ou realidades diferentes.

Olhemos a biologia: o ovo não é quadrado. O coração não é retangular. O DNA são espirais que se procuram a si mesmas num interminável balé de curvas.

Olhemos as galáxias. E os ventos. E os vulcões. E as tempestades. Não são simples, não marcham em linha reta.

O amor, ah! o amor, não é, nunca foi uma coisa simples.

Affonso Romano de Sant’Anna é poeta, ensaísta, cronista e professor. Tem importância fundamental na literatura contemporânea brasileira, com sua criação e sua produção ensaística. Site: http://www.geocities.com/artuso.geo/ E-mail: santanna@novanet.com.br

Mais um texto do Cronópios.

27.4.07

~TIDE~


Apresento o novo morador desta casa que também adora fazer arte:

Aristide Bachelard de Bouganville Morin Santos Praidous.
Foto: Helô

~Ú T E I S • F Ú T E I S~

RESUMOS DE LIVROS
http://www.mundocultural.com.br/resumos/

PATTERNS/ESTAMPAS
http://printpattern.blogspot.com/

DESIGN/DECORAÇÃO
http://www.designsponge.blogspot.com/

DECORAÇÃO
http://www.decor8.blogspot.com/

ILUSIONISMO
http://www.grand-illusions.com/

17.4.07




..... p.a.l.a.v.r.a.s ......
  1. saudade
  2. companhia
  3. noites
  4. sorriso
  5. música
  6. bochecha
  7. dor
  8. conversa séria
  9. papo furado
  10. silêncio
  11. espera
  12. vício
  13. sono
  14. sacanagem
  15. poesia
  16. nu artístico
  17. interesse
  18. vontade
  19. loteria
  20. novidade
  21. sumiço
  22. impossibilidade
  23. lugares
  24. imaginação
  25. distância
  26. privilégio
  27. querência
  28. diferenças
  29. argumentos
  30. fases
  31. intimidade
  32. forever
  33. mails
  34. plocs
  35. ui ui ui ai ai ai
  36. príncipe
  37. sapo
  38. Barcelona
  39. secret smile
  40. ~um must~

Parabéns, meu doce querido velho amigotinhozinho!

;o)

26.3.07

~SOBRE•VIVER~



Estamos em crise.
A questão é: crise ambiental ou crise da civilização? Mas povo civilizado, que eu saiba, não joga sofá no rio, não desmata pra formar pastos, não mata baleias etc.

Tá. Eu não faço isso. Espero que os leitores daqui também não. Então, vamos aos nossos microcosmos.

Quanto tempo dura o banho que você toma? Enquanto escova os dentes, você fecha a torneira da pia? Você joga papel de bala pela janela do carro? Acha linda de morrer a ararinha que seu vizinho tem na gaiolinha? e por aí vai... Se você já se preocupa com isso, parabéns! Se não, lamentável. É só começar.

Faça sua parte. Eu faço a minha.

Só quando a água bate na bunda é que o ser humano acorda pra tomar uma atitude de mudança. E se a água acabar? Quem vai nos avisar? O que é que a humanidade tá esperando? Lembram do apagão? Aplicavam multas pra quem excedia o consumo estipulado. Por um tempo, que seja, os abusos pararam.

Nós, aqui em casa, sempre tivemos consciência contra qualquer desperdício. Já veio do berço. Há mais de 30 anos temos um pequeno sítio onde nunca se enterrou uma lata sequer. Preocupação e fiscalização do gaúcho. Aqui em casa, já praticamos coleta seletiva há uns 10 anos ou mais. Preservação é comigo. Todo o patrimônio que os outros não querem mais, eu conservo. Guardar tranqueiras, eu sempre guardei. Agora é o lixo. Já tenho o número suficente de garrafas PET pra fazer um pufe. Se ficar bom, pode virar um negócio.


E como tentar reverter/brecar/amenizar o processo da atual realidade do planeta?

Educação. Para isso, faço dois cursos que levam esse nome.

É preciso sensibilizar as crianças para essas questões. E a arte é capaz de sensibilizar.
Elas serão os futuros governantes que farão o futuro melhor. Ou diferente.

...


É só uma amostra do recém-adquirido repertório depois de apenas 3 aulas da pós-graduação que, quis o destino, eu cursasse. Ainda não tenho discurso pra falar de políticas governamentais, biodiversidade, sustentabilidade e bla bla bla. Nem tenho pretensão de falar sobre isso agora.

Daqui a 18 meses, talvez. Enquanto isso, estou me informando, pesquisando, me atualizando. Sem fanatismo.

Temos o que construímos. O que teremos é o que construirmos.


Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára.
Cazuza/Arnaldo Brandão

~THE DAY AFTER TOMORROW • Saybia~

Please
tell me why do birds,
sing when you’re near me,
sing when you’re close to me
They say that I’m a fool,
for loving you deeply,
loving you secretly

But I crash in my mind, whenever you are near
Getting deaf, dumb and blind, just drowning in despair
I am lost in your flame, it’s burning like the sun
And I call out your name, the moment you are gone

Please tell me why can’t I,
breathe when you’re near me,
breathe when you’re close to me
I know you know I’m lost,
in loving you deeply,
loving you secretly
Secretly


Tomorrow
I’ll tell it all tomorrow
Or the day after tomorrow
I’m sure I’ll tell you then
The moment you are gone…

14.3.07

musicovery

~~~~~~~~~
~*um MUST!
~~~~~~~~~

13.3.07

~PELA PAZ • Titãs~

Você espera sempre mais
Você não se conforma
Você não se satisfaz
Todo mundo diz acreditar na paz

E você
acredita ou não?
E então,
o que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?
O que você faz pela paz?

Todos são capazes da guerra
Mas ninguém luta por você
Você ainda está sozinho
Ninguém acredita em ninguém

E você
acredita ou não?
E então,
o que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?
O que você faz pela paz?

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Aliás,
o que você faz pela paz, pelo próximo, pelo planeta em que você vive?
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~RECICLAGEM~

Quietinha, reciclando tudo, tomando atitudes, mudando comportamento.
Eu não discuto mais com gente ignorante. Mas não é ignorante de burro. É ignorante de ignorar que discussão não leva a nada. E mesmo assim quer continuar discutindo. E o pior... quer ter razão! Pior ainda quando baixa o nível. Apelou, perdeu. Tou aprendendo, imâ!
Então, para deixar meu próximo feliz, achando que tem razão, deixo que fique com a última palavra e pense que é o dono da verdade. E ainda balanço a cabeça e termino com a frase: É, você tem razão!
Como sempre adquirimos rótulos, eu deixei de ser a chorona, a birrenta, a bocuda. Agora sou a cínica, a problemática, a egoísta e tudo mais que rotula.

Deixa que digam, que falem, que pensem....

Ninguém mais escuta ninguém. Sempre a verdade do outro é mais verdade que a sua. Sempre a dor do outro é mais dolorida que a sua. Quando você começa a contar uma coisa, a sua coisa já fica pra lá porque o ouvinte tem sempre o discurso pronto: "E eu, então, comigo blablabla blablabla"... Também, nessa ocasião, me desinteresso em contar as coisas e passo a simples ouvinte. Já começo a reciclar pessoas também.

E fico em paz, colecionando garrafas pet e guardando lixo pra não poluir o planeta.
E sem fumar há cinco vitoriosos meses.

14.2.07

~SHARE~



O SEGREDO - Filme

QUER VOCÊ PENSE QUE PODE
OU QUE NÃO PODE,
VOCÊ ESTÁ CERTO.

Henry Ford

19.1.07

~MUSIC AND LYRICS~






Quanto mais água com açúcar, melhor.

E o Hugh Grant dançando?

Oh my!

Calorias são pequenos animais que vivem nos guarda-roupas e que, durante a noite, apertam as roupas das pessoas.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Sábia definição enviada pela Claudinha!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

15.1.07

~SETE COISAS~

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
1° Juntar 3 milhões de reais. 1 pra gastar, 1 para doar e 1 pra guardar, render e eu não trabalhar mais.
2° Comprar um terreno, projetar, construir e decorar a minha casa.
3° Reencontrar o grande amor da minha vida.
4° Fazer mestrado e doutorado.
5° Viajar para a Tailândia.
6° Conhecer pessoalmente os amigos que só converso pela internet.
7° Morar em Barcelona.

7 coisas que mais digo:
1° Eu pre-ci-so.
2° Ai que vaca!!!
3° KCT!!!
4° Meu, que putz!!!
5° Que bosta!!!
6° Também quero!!!
7° Não!!!

7 coisas que faço bem:
1° Socar as coisas no armário.
2° Arrumar os armários depois.
3° Guardar tranqueira.
4° Dar palpites.
5° Trabalhos minuciosos.
6° Arroz papa e Omelete.
7° Falar sem pensar.

7 coisas que não faço:
1° Pactuar com mentiras e coisas erradas.
2° Prometer e não cumprir.
3° Desperdiçar qualquer coisa.
4° Jogar fora as coisas que "talvez um dia eu precise".
5° Insistir com gente ignorante.
6° Dívidas.
7° Tomar sol.

7 coisas que me encantam:
1° Arte e Arquitetura.
2° Cores e Brilho.
3° Amigos verdadeiros.
4° Atitudes surpreendentes.
5° Criatividade.
6° Tecnologia.
7° Moreno de olhos azuis ou bem negros.

7 coisas que odeio:
1° Hipocrisia.
3° Fanatismo e vícios.
4° Mesmice.
5° Barulho.
6° Falta de educação, atenção e consideração.
7° Chorar facilmente.

E mais uma vez convido a quem quiser fazer sua própria lista.
Mas avisa que quero ver!
;o)

~INCONFORMADA~

Tragédias e fatalidades acontecem todos os dias. 9/11, tsunami, terremotos, aviões colidindo, queimadas incontroláveis, ataques de traficantes, bombardeios... Sejam desastres naturais ou causados pelo homem, causam o mesmo espanto pelas proporções que tomam, pelo número de vidas que levam. E agora essa cratera do metrô aqui em São Paulo. Não se sabe o que pode acontecer ainda. Os bombeiros estão trabalhando à procura de vítimas num local de grande risco, onde o Brasil está assistindo, a cada minuto, a retirada dos caminhões de terra e novos desabamentos acontecendo. Todo o local está precário. Parece uma gelatina. E o guindaste continua lá, oferecendo riscos.
Todas as grandes autoridades envolvidas culpam as incessantes chuvas como responsável principal pelos desastres que vêm acontencendo em São Paulo e no Rio. A melhor que eu ouvi de um jornalista: "A chuva não vai sentar no banco dos réus." Pois é.
Pelamor, será que com 11 acidentes nessa linha 4 do metrô, não perceberam ainda que tem algo de errado nesse consórcio responsável pelas obras? Geólogos, Engenheiros, Técnicos: quem errou?
Temos que esperar pelos laudos. Pacientemente.
Enquanto isso, nesses momentos de apreensão, só nos resta torcer pra nada de mais grave acontecer aos bombeiros que estão trabalhando dentro do túnel escavando procurando as vítimas.

~~~~~~~~~~~~
UPDATE:
Seis vítimas fatais. Dezenas de vítimas desalojadas de suas casas que serão demolidas.
Eu tô pressentindo que essa tragédia foi só um aviso do que ainda pode acontecer.
Mas eu sou otimista. Ainda acredito que pessoas e coisas boas acontecerão pra melhorar a vida do brasileiro.
~~~~~~~~~~~~

11.1.07


~~~~~~~~~~~~~~~~~
Preciiiiiiiiiiiiiiiiso!!!
Pra que a Lili me mostra essas coisas?
~~~~~~~~~~~~~~~~~

9.1.07

~ÁGUA VIVA~

É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio – já estudei matemática que é a loucura do raciocínio – mas agora quero o plasma – quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração. E com uma desenvoltura de toureiro na arena.Eu te digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio não é mais porque agora tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa. Esses instantes que decorrem no ar que respiro: em fogos de artifício eles espocam mudos no espaço. Quero possuir os átomos do tempo. E quero capturar o presente que pela sua própria natureza me é interdito: o presente me foge, a atualidade me escapa, a atualidade sou eu sempre no já. Só no ato do amor – pela límpida abstração de estrela do que se sente – capta-se a incógnita do instante que é duramente cristalina e vibrante no ar e a vida é esse instante incontável, maior que o acontecimento em si: no amor o instante de impessoal jóia refulge no ar, glória estranha de corpo, matéria sensibilizada pelo arrepio dos instantes – e o que se sente é ao mesmo tempo que imaterial tão objetivo que acontece como fora do corpo, faiscante no alto, alegria, alegria é matéria de tempo e é por excelência o instante. E no instante está o é dele mesmo. Quero captar o meu é. E canto aleluia para o ar assim como faz o pássaro. E meu canto é de ninguém. Mas não há paixão sofrida em dor e amor a que não se siga uma aleluia.Meu tema é o instante? meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos – só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim.Escrevo-te toda inteira e sinto um sabor em ser e o sabor-a-ti é abstrato como o instante. É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela fixo o incorpóreo, eu corpo-a-corpo comigo mesma. Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com meu corpo inteiro. Quando vieres a me ler perguntarás por que não me restrinjo à pintura e às minhas exposições, já que escrevo tosco e sem ordem. É que agora sinto necessidade de palavras – e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão.Hoje acabei a tela de que te falei: linhas redondas que se interpenetram em traços finos e negros, e tu, que tens o hábito de querer saber por quê – e porque não me interessa, a causa é matéria de passado – perguntarás por que os traços negros e finos? é por causa do mesmo segredo que me faz escrever agora como se fosse a ti, escrevo redondo, enovelado e tépido, mas às vezes frígido como os instantes frescos, água do riacho que treme sempre por si mesma. O que pintei nessa tela é passível de ser fraseado em palavras? Tanto quanto possa ser implícita a palavra muda no som musical.Vejo que nunca te disse como escuto música – apóio de leve a mão na eletrola e a mão vibra espraiando ondas pelo corpo todo: assim ouço a eletricidade da vibração, substrato último no domínio da realidade, e o mundo treme nas minhas mãos.E eis que percebo que quero para mim o substrato vibrante da palavra repetida em canto gregoriano. Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer, só sei pintando ou pronunciando, sílabas cegas de sentido. E se tenho aqui que usar-te palavras, elas têm que fazer um sentido quase que só corpóreo, estou em luta com a vibração última. Para te dizer o meu substrato faço uma frase de palavras feitas apenas dos instantes-já. Lê então o meu invento de pura vibração sem significado senão o de cada esfuziante sílaba, lê o que agora se segue: “com o correr dos séculos perdi o segredo do Egito, quando eu me movia em longitude, latitude e altitude com ação enérgica dos elétrons, prótons, nêutrons, no fascínio que é a palavra e a sua sombra”. Isso que te escrevi é um desenho eletrônico e não tem passado ou futuro: é simplesmente já.Também tenho que te escrever porque tua seara é a das palavras discursivas e não o direito de minha pintura. sei que são primárias as minhas frases, escrevo com amor demais por elas e esse amor supre as faltas, mas amor demais prejudica os trabalhos. Este não é um livro porque não é assim que se escreve. O que escrevo é um só clímax? Meus dias são um só clímax: vivo à beira.Ao escrever não posso fabricar como na pintura, quando fabrico artesanalmente uma cor. Mas estou tentando escrever-te com o corpo todo, enviando uma seta que se finca no ponto tenro e nevrálgico da palavra. Meu corpo incógnito te diz: dinossauros, ictiossauros e plessiossauros, com sentido apenas auditivo, sem que por isso se tornem palha seca, e sim úmida. Não pinto idéias, pinto o mais inatingível “para sempre”. Ou “para nunca”, é o mesmo. Antes de mias nada, pinto pintura. E antes de mais nada te escrevo dura escritura. Quer como poder pegar com a mão a palavra. A palavra é objeto? E aos instantes eu lhes tiro o sumo da fruta. Tenho que me destituir para alcançar cerne e semente de vida. O instante é semente viva.A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.E se eu digo “eu” é porque não uso dizer “tu”, ou “nós” ou “uma pessoa”. Sou obrigada à humildade de me personalizar me apequenando mas sou o és-tu.Sim, que a palavra última que também é tão primeira que já se confunde com a parte intangível do real. Ainda tenho medo de me afastar da lógica porque caio no instintivo e no direto, e no futuro: a invenção do hoje é o meu único meio de instaurar o futuro. Desde já é futuro, e qualquer hora é hora marcada. Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou num estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo. Parece com momentos que tive contigo, quando te amava, além dos quais não pude ir pois fui ao fundo dos momentos. É um estado de contato com a energia circundante e estremeço. Uma espécie de doida, doida harmonia. Sei que meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitiva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é o bom.Fixo instantes súbitos que trazem em si a própria morte e outros nascem – fixo os instantes de metamorfose e é de terrível beleza a sua seqüência e concomitância.Agora está amanhecendo e a aurora é de neblina branca nas areias da praia. Tudo é meu, então. Mal toco em alimentos, não quero me despertar para além do despertar do dia. Vou crescendo com o dia que ao crescer me mata certa vaga esperança e me obriga a olhar cara a cara o duro sol. a ventania sopra e desarruma os meus papéis. Ouço esse vento de gritos, estertor de pássaro aberto em oblíquo vôo. E eu aqui me obrigo à severidade de uma linguagem tensa, obrigo-me à nudez de um esqueleto branco que está livre de rumores. Mas o esqueleto é livre de vida e enquanto vivo me estremeço toda. Não conseguirei a nudez final. e ainda não a quero, ao que parece.Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que vem a veia que pulsa.Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim.

Clarice Lispector

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Clarice também entrava em loop.
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3.1.07

~SEM VOLTA~

Até a semana passada o ritual se repetia. Conversas frenéticas e picantes no MSN, e-mails detalhados sobre as afinidades. Mensagens de texto piegas no celular. Telefonemas de bom-dia, de bom apetite, de boa-tarde e de boa-noite. Apelidos carinhosos. Amassos na cozinha, lavando a louça, enquanto os amigos esperam na sala. Presentes fora de data. Seqüestros no meio da semana, pra matar a saudade. Planos. Muitos planos. Mas, há alguns dias sua caixa de e-mails não tem nenhuma mensagem nova. O celular já não vibra. Nem durante a reunião chata - com uma mensagem dizendo "te adoro!" - nem depois. O telefone de casa, em um silêncio ensurdecedor. Na cabeça, martelando, a promessa que ambos fizeram de não haver ressuscitação, caso a paixão tivesse um súbito colapso.
Se tudo tem que terminar assim, que pelo menos seja até o fim, pra
gente nunca mais ter que terminar.

Ady Cavalcante

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Descaradamente emprestado lá da minha amiga Ady. Mas é assim mesmo que as coisas acontecem. Ou deixam de acontecer.
;o)
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~RECADO~

Gonzaguinha
Se me der um beijo
eu gosto
Se me der um tapa
eu brigo
Se me der um grito
não calo
Se mandar calar
mais eu falo
Mas se me der a mão
Claro, aperto
Se for franco
Direto e aberto
Tô contigo amigo
e não abro
Vamos ver o diabo
de perto
Mas preste bem atenção,
seu moço
Não engulo a fruta
e o caroço
Minha vida é tutano
é osso
Liberdade virou prisão

Se é mordeu
e recebeu
Se é suor
só o meu e o teu
Verbo eu
pra mim já morreu
Quem mandava em mim
nem nasceu

É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver

E se tentar me tolher
é igual
Ao fulano de tal
que taí
Se é pra ir
vamos juntos
Se não é
já não tô nem aqui

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Feliz Ano Novo aos visitantes desse Loop!
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