FOI SÓ MANDAR UM BRASILEIRO PARA O ESPAÇO QUE JÁ SUMIU UM PLANETA....
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Essa foi ótima!
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30.8.06
26.8.06
24.8.06
~UMA CRÔNICA~
Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e a dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti
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A gente se acostuma com as pessoas. E a gente se acostuma com a ausência delas também. Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
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A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e a dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti
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A gente se acostuma com as pessoas. E a gente se acostuma com a ausência delas também. Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
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18.8.06
~O AMOR É FILME~
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca
que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
Um belo dia a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e
parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se abuletar na gente
tudo acabou bem,
Agora o que vem depois
É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O Zoom in dá ré e sobem os créditos
O amor é filme e Deus espectador!
Lirinha
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca
que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
Um belo dia a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e
parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se abuletar na gente
tudo acabou bem,
Agora o que vem depois
É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O Zoom in dá ré e sobem os créditos
O amor é filme e Deus espectador!
Lirinha
17.8.06
~TERAPIA~
Pegue um catálogo de relógios e tesoura nele.
Faça uma linda pasta para passar o tempo.

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UPDATE
Conselho útil:
Primeiro compre o bloco que pretende colocar dentro da pasta.
Observação:
A foto está torta. A pasta não.
Irritação:
Falta 1 cm de cada lado pra caber o bloco. GRRRRRRRRRRRRRRRR.
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Faça uma linda pasta para passar o tempo.

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UPDATE
Conselho útil:
Primeiro compre o bloco que pretende colocar dentro da pasta.
Observação:
A foto está torta. A pasta não.
Irritação:
Falta 1 cm de cada lado pra caber o bloco. GRRRRRRRRRRRRRRRR.
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9.8.06
~PASSATEMPO~
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
~Titia Bete~ says:
como assim xu?
~Titia Bete~ says:
tem que tirar foto de um livro?
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
é ler um livro e produzir fotos do livro
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
é tranportar em fotos o que está escrito em texto..
~Titia Bete~ says:
entendi
~Titia Bete~ says:
ah...
~Titia Bete~ says:
xô ver
~Titia Bete~ says:
pera
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
de preferencia que tenha algum tipo de tese, mestrado doutorado...
~Titia Bete~ says:
como assim?
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
alguem que tenha defenda uma tese ... e tenha escrito em livro
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
mas não necessariamente uma tese...
~Titia Bete~ says:
alguém de sucesso?
~Titia Bete~ says:
bruna surfisitinha AHHAHAHAHAHAHAHHA
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
por exemplo... a jimenne vai fotografar o livro "o corpo fala"... que o prof adriano aprovou..
~Titia Bete~ says:
ela defendeu um tesão hahahahahahahahhahaha
~ Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
boa...ahuahauhauahauhauahau
Tell Me Why I Had to Be a Powerslave says:
e é facil fotografar..hauahuahauaahh
~Titia Bete~ says:
AHHAHAHAHHA
eu já vi uns pedaços na net desse livro...é putaria pura...contos eroticos...huahauhauaah
~Titia Bete~ says:
quer coisa mais fácil?
2.8.06
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